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    Guy Franco

    Guy Franco

  • Depois do mosquito, o brasileiro é o animal mais mortífero do mundo

    Todo o mundo está sujeito a sofrer algum tipo de violência nesta vida, mas nós, brasileiros, corremos mais riscos do que o resto do mundo. No Brasil, as coisas se resolvem na porrada, e nenhum homem ou mulher, nenhum jovem ou idoso, nenhuma travesti ou outra minoria do momento escapará disso. Minorias e maiorias, das mais diversas cores, estarão sujeitas ao rigor biliário brasileiro. Aquele que não corre este risco só pode estar morto; e mesmo aos mortos não é garantido o sossego debaixo da terra. ...

  • O Brasil é um homem bêbado que bate na esposa na frente das visitas

    Que o Brasil vai mal deve ser óbvio para qualquer pessoa que ousou sair de casa para comprar cigarro na esquina. Está aí mais uma crise, a pior das últimas décadas, que deverá se arrastar durante anos. Estamos caindo, rápida e progressivamente, num buraco sem fundo.

  • Aulas de yoga são canceladas em universidade por causa da 'apropriação cultural'

    Foi confirmada, na última semana, mais uma vitória da babaquice na guerra contra o bom senso. Por conta do aumento do número de mancebos fracos da cabeça em ambiente acadêmico, as aulas de yoga na Universidade de Ottawa foram canceladas; temiam que o ensino da prática fosse interpretado como uma forma de “apropriação cultural”.

  • E para que servem as flores?

    - Eles são muito, muito maus. Os maus não são muito simpáticos. E nós temos que tomar muito cuidado. Talvez temos de mudar de casa - disse o menino, respondendo a pergunta do repórter.

  • Em momentos de dor, às vezes é melhor ficar de boca fechada

    Existe um tipo de gente que, em tempos de crise, emerge das profundezas para reclamar de todo mundo que, veja só, não expressa uma indignação tão pura, tão de raiz, quanto a dele.

  • Estamos perdendo a capacidade de reconhecer uma boa obra de ficção

    Há um mal cada vez mais comum no mundo: os seres humanos estão perdendo a capacidade de reconhecer uma boa obra de ficção.

  • A crença nos carimbos, decretos e diplomas excede os limites do bom senso

    A capacidade do ser humano para complicar as coisas, que parece faltar à maioria dos outros primatas, sempre me impressiona.

  • Como limpar seu nome no Cadastro de Dívida Histórica

    É homem? “Existe uma linha contínua, que tem numa ponta o estuprador e na outra ponta você, homem tranquilo.” Branco? “Vocês nos devem até a alma.” Heterossexual? Infelizmente você faz parte de uma categoria conhecida como opressora.

  • A liberdade de zombar de políticos e o deputado que vive ofendido com as piadas

    A liberdade de zombar de políticos é diretamente proporcional ao índice de democracia de um país.

  • Os 10 mandamentos no mundo pós-moderno

    Primeiro Mandamento - Terás de me amar acima de todas as coisas

  • Como responder as questões polêmicas inevitáveis

    Uma das coisas terríveis desses tempos é que passados alguns minutos na presença de um semiconhecido surgirá a pergunta inevitável: você é a favor da legalização das drogas? Um vizinho pega o elevador com você. Dá bom dia, afaga a cabeça do poodle nos seus braços e nem pede licença, já vai perguntando o que você pensa de algum assunto polêmico como a redução da maioridade penal ou a imigração de haitianos no Brasil.

  • Quiz: Quem é você na política brasileira?

    1. Qual é o melhor lugar da quadra pra paquerar os gatinhos jogando bola?a - Vixe, bem escondida. Se o meu pai me pega flertando com os meninos ele me mata!b - Junto com as outras meninas, mesmo que entre elas estejam aquelas que querem puxar o meu tapete.c - Em cima do muro.d - Eu, felizmente, não gosto de futebol! Acho que é uma sociabilidade masculina que se afirma contra a homossexualidade!

  • Sobre palmitagem e essa gente que patrulha a cor do namorado dos outros

    Devo dizer que não sou dado a movimentos autoritários. Logo, não curto qualquer forma de vigilância sobre a vida dos outros.

  • Engajamento chatonildo

    Quando eu era molequinho, queria ser homossexual porque achava divertido, pomposo e chique.

  • Workshop da Problematização

    Quando ouço uma piada qualquer num filme, propaganda ou num programa humorístico, eu sei, simplesmente sei, que alguém vai se sentir ofendido com aquilo - as minhas sobrancelhas se arqueiam, as narinas inflam qual um baiacu assustado, não sei explicar.

  • Referências ocultas que poucos percebem nos discursos de Dilma

    O vento podia ser isso também, mas você não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento. Então, se a contribuição dos outros países, vamos supor que seja desenvolver uma tecnologia que seja capaz de na eólica estocar, ter uma forma de você estocar, porque o vento ele é diferente em horas do dia. Então, vamos supor que vente mais à noite, como eu faria para estocar isso?

  • Se outros serviços usassem as mesmas desculpas do governo

    Outro dia estava passeando de patins na internet, quando vi um sujeito mandando uma companhia de celular para aquele lugar e dizendo coisas terríveis como “Odeio profundamente vocês e toda a sua família!!!1!1” - ou algo do tipo -, cometendo vários erros de digitação característicos, como se desse tremeliques com os dedos gordos no teclado.

  • É um argumento fraco dizer que liberais não se preocupam com os mais pobres e minorias

    Você cobra responsabilidade fiscal do governo e fala do problema da inflação alta. Nada. Depois, repete aquela frase lá já saturada: essa conta vai chegar e serão os mais pobres que pagarão por ela. Som de grilos.

  • Em vez de derrubar os muros, vamos construir um ringue

    Nas colunas dos jornais, na TV e na fila do cinema, sempre pega bem falar de inclusão. Por inclusão entendo chamar quem está de fora para a brincadeira, entendo derrubar os muros para os outros. No entanto, nas colunas dos jornais, na TV e na fila do cinema; na campanha eleitoral, nos debates políticos e no bandejão da faculdade, o que se costuma ver é uma outra coisa que não tem nada com isso.

  • Arrastão é reapropriação, diz o professor Wandoberghe

    O nome é Wandoberghe. Professor Wandoberghe, um dos mais respeitados especialistas em reapropriação de renda do mundo. Das várias surpreendentes afirmações feitas por esse grande pensador, a mais conhecida é certamente “Arrastão é reapropriação”. A frase pode ser encontrada no livro “Perdeu, Playboy!” junto com o famoso tratado sobre os “burgueses-de-Wimbledon”.